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O que é uma ICO

Guia Completo do Principiante para ICO: O Que Precisa de Saber

Se é um principiante no mundo das criptomoedas, o acrónimo ICO pode ser-lhe estranho. Mesmo que não seja principiante, provavelmente tem pouco ou nenhum conhecimento sobre as ICOs. Seja qual for o caso, este artigo foi escrito para desmistificar o conceito de ICO e realçar os benefícios do conceito.

Para começar, ICO significa simplesmente Oferta Inicial de Moeda. Trata-se de uma técnica vantajosa de angariação de fundos para um novo projeto, empresa ou empreendimento de criptomoeda. Também conhecida como Oferta Pública Inicial de Moeda, é um meio não regulamentado de financiamento colaborativo, através do uso de uma criptomoeda.

Durante a implementação de uma ICO, uma empresa ou um novo empreendimento pode facilmente angariar fundos para a continuação de um projeto ou o lançamento de um novo, vendendo tokens de uma criptomoeda. Durante uma ICO, será vendida a potenciais investidores uma pequena percentagem de uma criptomoeda recentemente emitida, em troca de dinheiro ou de qualquer outra moeda corrente.

Muitas empresas aproveitam a oportunidade proporcionada por uma ICO para angariar fundos, devido aos seus atributos apelativos. As ICOs facultam técnicas de angariação de fundos mais acessíveis e, além disso, não são reguladas. Estão igualmente livres das restrições que são marca dos capitalistas e dos Bancos.

Outra característica importante das ICOs é o seu limite de tempo. Elas são criadas para durarem alguns dias ou semanas. Muitas empresas concluíram a sua ICO numa questão de minutos ou horas, enquanto outras levaram algumas semanas a fazê-lo. Em raras ocasiões, verá algumas empresas prolongarem a ICO durante um período de aproximadamente um mês.

Tome nota disto, se se sente entusiasmado por investir numa ICO: deve manter-se longe de ICOs que se arrastem por semanas ou meses. Este é um sinal de alarme, que indica que algo não está bem com a ICO. As ICOs são concebidas para angariar fundos para um projeto ou propósito específico e devem ter um prazo.

Numa situação ideal, se houver necessidade de uma enorme quantia de dinheiro, a empresa pode decidir fazer a angariação de fundos por etapas, cada uma com um alvo bem definido, estritamente mantido. Quando uma ICO se destina supostamente a ser usada para angariar centenas de milhões ou biliões de dólares de uma só vez, isso pode ser um sinal de que os investidores estarão a preparar-se para um golpe. Não fique sentado à espera de se tornar a vítima inocente de uma fraude virtual.

Ainda assim, há exceções. Você deve tomar o seu tempo para proceder às devidas diligências, que lhe permitam distinguir entre um golpista e um legítimo operador ICO. Como as ICOs não são reguladas por um organismo credível, como a Securities Exchange Commission – Comissão de Valores Mobiliários (SEC), os fundos perdidos durante uma ICO podem simplesmente desaparecer, sem qualquer possibilidade de serem recuperados.

Existem algumas dicas práticas que podem ajudá-lo a confirmar se há uma empresa legítima por trás de uma ICO. Espera-se que essa empresa crie um site e que o seu relatório (“whitepaper”) seja disponibilizado ao público e, especialmente, aos potenciais investidores.

Este relatório deve conter algumas informações valiosas, que tornarão a ICO legítima. Isto inclui o objetivo do projeto, a duração da angariação de fundos, o valor a reunir e o número de tokens a serem vendidos em troca da moeda legal.

Outras informações incluem o custo de cada token, o que será usado em troca do token – uma criptomoeda ou moeda fiduciária – e a equipa por trás do projeto planeado.

Durante a campanha da ICO, tanto os apoiantes da iniciativa como os entusiastas comprarão algumas das moedas digitais disponíveis com moeda virtual ou fiduciária. Estas moedas são conhecidas como tokens, sendo semelhantes às ações de uma empresa que são vendidas numa transação de Oferta Pública Inicial aos investidores interessados.

Durante a campanha, a capacidade da ICO para angariar os fundos estabelecidos determina o seu sucesso. Se os fundos forem arrecadados dentro do tempo alocado, a campanha será considerada bem-sucedida e o dinheiro gerado será usado para financiar o projeto que necessitou da angariação de fundos. Caso se considere que a ICO falhou, o dinheiro será devolvido aos financiadores.

Se tirar algum tempo para analisar esta questão de modo crítico, notará alguns sinais que indicarão se deve prosseguir o seu investimento ou afastar-se do projeto.

Se desejar aumentar as suas possibilidades de tomar a decisão correta, é imperativo que conheça alguns factos importantes sobre as ICOs. Isso inclui o que é uma ICO, como funciona, a diferença entre uma IPO e uma ICO e outros tópicos afins.

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Os factos mais interessantes sobre ICO

1. A primeira ICO

A Mastercoin foi a primeira a lançar uma ICO. Foi a primeira entre as congéneres a angariar fundos para um projeto de criptomoeda. Este metaprotocolo estava situado no topo da amplamente conhecida e aceite blockchain da Bitcoin. Foi criado a partir da Bitcoin e amplamente utilizado para desenvolver um novo nível de moeda, com as suas próprias regras. No entanto, a sua base permaneceu inalterada. A sua posição na blockchain da Bitcoin conferiu-lhe algumas características adicionais, alheias à base da Bitcoin.

Em 2013, o projeto juntou um total de 5.000 Bitcoins (este era o número equivalente, no momento da angariação de fundos), depois de ter sido lançado nos fóruns da Bitcoin, nesse ano. Mais tarde, a Mastercoin mudou o seu nome para Omni.

2. A ICO mais lucrativa para os investidores

As ICOs provaram ser valiosas ferramentas de angariação de fundos para os investidores, desde que o conceito atraiu as atenções, em 2013. Nesse ano, um projeto da NXT foi financiado por uma ICO conduzida nos fóruns da Bitcointalk. Num curto período de tempo, a startup usou a ICO para angariar umas gritantes 21 Bitcoins, que valiam cerca de $6.000 à época.

A criptomoeda criada pela NXT para o processo ICO foi codificada de raiz, sem depender da bifurcação do código Bitcoin. Esta foi a primeira implementação do sistema de prova de participação por promotores de projeto. Os investidores consideraram-na lucrativa. Para eles, tratou-se de um investimento bem-sucedido, já que a capitalização de mercado para o projeto ultrapassou os $100 milhões.

As ICOs conquistaram imensa popularidade entre os investidores, devido à facilidade com que podem ser usadas para angariar fundos. Até agora, este ano, os investidores usaram as ICOs para angariar mais de $1,8 biliões, enquanto uma recente ICO da Brave Internet Browser superou as restantes, angariando mais de $35 milhões, em menos de 30 segundos. A esta taxa, tornar-se-á uma importante técnica de angariação de fundos para o futuro, especialmente considerando as regras estritas que estão associadas à aceitação de empréstimos por parte de Bancos e outros.

3. ICO vs. IPO

As Ofertas Iniciais de Moedas (ICO) e as Ofertas Públicas Iniciais (IPO) partilham algumas semelhanças. Ambas são usadas para angariar dinheiro para a empresa que lança o projeto. Nas ICOs, vende-se ao público uma ação da empresa ou startup, para angariar dinheiro para a manutenção da empresa ou de todas as suas operações. A IPO, por outro lado, lida principalmente com investidores a quem se prometem recompensas financeiras pelos seus investimentos. É por isso que as ICOs são consideradas vendas colaborativas.

Outra diferença reside na área da regulação. Enquanto as ICOs são famosas por não serem reguladas, o mesmo não se pode dizer das IPOs. Estas são reguladas por órgãos confiáveis, como as Comissões de Valores Mobiliários e outros órgãos relevantes. Na maioria dos casos, as ICOs são lançadas e conduzidas por equipas relativamente desconhecidas, sem qualquer prova de um sucesso anterior no campo, embora algumas tenham registos invejáveis. Isto confere às IPOs mais credibilidade do que têm as ICOs.

Há também uma grande diferença quanto ao seu período de utilização. Enquanto as ICOs são conhecidas pela sua curta duração, as IPOs são programas de angariação de fundos a longo prazo. A maioria dos IPOs dura anos, enquanto algumas ICOs foram criadas para durar algumas semanas ou meses, no máximo.

4. Quem cria as ICOs?

As ICOs são o produto de empresas start-up, que as usam como meio conveniente de angariar capital para financiar um projeto ou completar um projeto em curso, sem passar pelo processo stressante de contrair um empréstimo com instituições tradicionais, tais como Bancos e empresas de empréstimo-crédito. Ao recorrer ao uso de uma ICO, consegue-se contornar os rigores associados aos canais de crédito regulamentados.

Estas empresas consideram extremamente fácil criar uma ICO. Elas precisam apenas de criar um relatório eficaz, com detalhes sobre o projeto e outras informações úteis, que ajudem um potencial investidor a compreender em que consiste e qual o motivo pelo qual deverá comprar um token.

Tanto a distribuição interna como externa da propriedade são também explicadas por inteiro no relatório, para evitar qualquer ambiguidade. A propriedade é partilhada através de tokens virtuais ou de criptomoedas.

5. Fornecimento de tokens

Os valores das ICO são geralmente pré-designados e mantidos ao longo da campanha. Isto acontece porque a empresa já tem um montante determinado para o projeto que precisa de financiar. Uma vez que estabeleça um valor específico, este não pode ser alterado.

As empresas envolvidas nas campanhas ICO distribuem moedas de acordo com a oferta planeada. Numa ICO dinâmica, o objetivo financeiro definido determina o preço e o fornecimento de tokens. Por outro lado, tanto o preço como a quantidade de tokens são definidos antes do lançamento e permanecem os mesmos durante toda a sua duração.

6. Financiamento colaborativo vs. ICO

Algumas pessoas continuam a pensar, de forma errónea, que uma ICO é uma forma de financiamento colaborativo. O facto é que financiamento colaborativo (“crowdfunding”) e ICO não são o mesmo. Enquanto o financiamento colaborativo aproveita a Internet para ligar empreendedores a potenciais investidores, através de redes sociais e de outros canais, com o objetivo de apoiar os seus negócios através das suas contribuições, a ICO adota uma abordagem diferente para a angariação de fundos.

Na maioria dos casos, o financiamento colaborativo é feito estritamente como as doações para um projeto, enquanto os apoiantes da ICO são motivados pelo potencial de o projeto se tornar bem-sucedido no futuro e assim obterem um alto retorno sobre o investimento.

Apesar do sucesso do financiamento colaborativo, o Governo dos EUA está a instituir algumas regulamentações, para restringir o valor que um potencial investidor pode direcionar para o financiamento colaborativo. A regulamentação abrange igualmente quem está qualificado para participar no financiamento colaborativo e quem não está. Isto porque o Governo dos EUA considera que o interesse dos investidores é de suma importância, ressaltando um ponto importante: os participantes nas IPOs assumem um grande risco.

Não obstante, o financiamento colaborativo tem sido igualmente bem-sucedido. Em 2013, angariou-se cerca de $1 bilião através deste método. Um ano depois, a cifra ascendeu astronomicamente a $16 biliões. A cifra de 2015 mais do que duplicou o número de 2014, pois atingiu o valor sem precedentes de $34 biliões. De acordo com os especialistas, espera-se que o número suba até uns impressionantes 300 biliões, em 2025, já que continua a aumentar, ano após ano.

7. Riscos inerentes às ICOs

Uma ICO também não está completamente livre de riscos. O modelo tem vindo repetidamente a atrair golpistas especialistas em aliciar investidores crédulos para campanhas que estão desde o início destinadas ao fracasso. Os investidores nessas campanhas ICO simuladas não têm quaisquer possibilidades de obter retorno sobre o investimento e devem dizer adeus ao dinheiro.

Algumas ICOs impõem restrições a pessoas de outros países que participem na campanha, sendo os cidadãos norte-americanos o alvo específico de tais restrições. Isto porque estes investidores querem evitar ter de se sujeitar às autoridades legais dos EUA, no caso de um desafortunado resultado da sua campanha ilegal ICO.

Outro risco inerente à ICO é a volatilidade que partilha com as criptomoedas em geral. Qualquer flutuação nos preços dos tokens e das criptomoedas terá um impacto definitivo no desempenho de uma ICO.

As ICOs foram igualmente afetadas por regulamentos de Governos preocupados com o seu impacto na economia mundial. Um caso típico é o da recente proibição imposta às ICOs pelo Governo chinês. Esta deve-se provavelmente à preocupação com os investidores, devido ao crescente número de práticas fraudulentas no mundo das criptomoedas, bem como à sua capacidade de perturbar a economia de qualquer país onde as criptomoedas sejam aceites como meio de troca.

É seguro concluir que participar em ICOs é arriscado. Esta é uma característica que elas têm em comum com outros negócios lucrativos. Se deseja investir numa ICO, entenda que está a assumir um grande risco e que não poderá recuperar o seu investimento, no caso de um incidente infeliz. O regulador financeiro dos EUA divulgou repetidamente este alerta a todos os americanos que pretendam investir em ICOs.

No entanto, tenho de repetir: nem todas as ICOs são fraudulentas. Muitas foram realizadas com sucesso, sem problemas de fraude. Um número considerável de ICOs foi conduzido de forma transparente, para deleite dos investidores. Na verdade, muitas pessoas passaram por uma mudança positiva no seu estado financeiro, através do investimento em ICOs e em outras criptomoedas.

Em suma, enquanto as ICOs comportam um certo grau de risco inerente, isso não impediu que as que foram bem-sucedidas tivessem tido um impacto positivo na empresa e nos investidores. Muitas pessoas voltaram a sua atenção para o investimento em ICOs devido à convicção de que, se podem funcionar para algumas pessoas, não haveria motivo para que não funcionassem igualmente para elas.

Pela enésima vez, os investidores potenciais são encorajados a tomar as suas precauções antes de assumirem o risco.

8. A ICO mais trágica

A DAO deveria supostamente ter sido o primeiro fundo de risco descentralizado. Baseava-se no Ether e muitos investidores potenciais tinham a forte convicção de que seria bem-sucedida. A DAO lançou a sua ICO em 2016 e arrecadou mais de $150 milhões, através da sua campanha.

No entanto, o contrato inteligente por trás da DAO tinha um pequeno erro que mais tarde foi explorado por um hacker que eventualmente extraviou $50 milhões. Tanto os angariadores de fundos da ICO quanto os investidores ficaram devastados com as notícias. Para retificar a situação, os fundadores foram obrigados a recorrer ao uso do hard fork da Ethereum para congelar todos os tokens DAO existentes. Isto ajudou-os a eventualmente reverterem o roubo, para poderem partir para outro contrato inteligente. Através do endereço recém-criado, todos os detentores de tokens receberam as suas ações de volta.

Estes são alguns dos factos fundamentais e informativos sobre as ICOs. No entanto, ainda existem alguns conceitos pertinentes que deve conhecer para compreender completamente o conceito ICO.

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O que é a criptomoeda?

Uma criptomoeda é uma moeda digital igualmente utilizada como meio de troca em alguns países do mundo. É uma moeda digital segura, anónima e descentralizada, que desempenha uma função semelhante à das moedas tradicionais, como o dólar, a libra e afins. No entanto, as criptomoedas não assumem uma forma física, como as moedas acima mencionadas, mas um formato digital.

As criptomoedas são desenvolvidas com base no princípio da criptografia. Este é um processo que tem sido usado há anos para a conversão de informações inteligíveis num código difícil de decifrar. Também é usado para rastrear transferências e compras.

Os criadores da criptografia nunca tiveram em mente o conceito de moeda digital. A criptografia foi pela primeira vez experimentada durante a Primeira Guerra Mundial, quando cresceu a necessidade de um meio de comunicação eficaz e seguro. Os soldados usaram-na extensivamente para esse objetivo.

O sucesso alcançado como meio seguro de comunicação conduziu ao seu atual uso, em conjugação com as ciências da computação e a teoria matemática, proporcionando uma comunicação segura. A criptografia também é utilizada para transações e informações financeiras online.

Ao contrário das moedas tradicionais, controladas por uma autoridade central, como o Banco central, as criptomoedas são uma entidade inteiramente diferente, desenvolvida com base no princípio da tecnologia descentralizada. Isso ajuda os utilizadores a garantirem a segurança das suas transações financeiras, além de proteger o dinheiro que têm armazenado, o que acontece sem a contratação dos serviços de um Banco ou de outras instituições financeiras.

As criptomoedas são impulsionadas pela tecnologia de blockchain um livro-razão digital onde todas as transações são gravadas de forma segura. O conteúdo de uma blockchain é guardado permanentemente, sem a possibilidade de um participante o alterar. Como resultado, qualquer transação armazenada na tecnologia de blockchain é segura. Este é um dos inúmeros fatores por trás do reconhecimento global das criptomoedas como meio de troca seguro nos últimos anos.

Isto levanta outro problema: a blockchain. De que se trata?

O que é uma blockchain?

Uma blockchain é um registo público digitalizado e descentralizado, com todas as transações de criptomoedas cuidadosamente armazenadas, de forma segura. Embora a blockchain tenha sido originalmente desenvolvida para lidar com as transações da Bitcoin, com o passar do tempo acabou por se estender a todas as criptomoedas.

Usa a tecnologia de razão distribuída para registar todas as transações de criptomoedas. Qualquer transação registada nesta base de dados digital é permanentemente armazenada e não pode ser alterada, apagada nem de qualquer outro modo adulterada. Isto confere algum grau de credibilidade ao registo e torna o seu conteúdo confiável, como pode ser atestado por todos os intervenientes na blockchain. Sempre que uma blockchain estiver completa, é criada outra para a substituir.

O que são altcoins?

“Altcoin” deriva de duas palavras diferentes: “alternativa” e “moeda” (“coin”). Como tal, “altcoin” refere-se a moedas alternativas, isto é, outras moedas digitais criadas após o sucesso da Bitcoin no mundo das medas virtuais. Por outras palavras, são alternativas à Bitcoin, a primeira moeda digital descentralizada do mundo.

Atualmente, existem mais de mil alternativas diferentes para a Bitcoin. Estas moedas prometem preencher lacunas da Bitcoin ou oferecer um serviço inteiramente diferente. À data de redação deste artigo, existem mais de 1.200 altcoins em circulação, listadas em muitos sites de câmbio para potenciais investidores. E isto não é tudo. Estão a ser criadas e lançadas novas altcoins quase diariamente.

Apesar de algumas moedas não terem conseguido estar à altura da faturação como alternativas à Bitcoin, outras mostraram um desempenho que ultrapassou as expetativas e ainda se encontram em circulação. Algumas moedas, como a Ripple, a Ethereum, a Litecoin, a Dash e outras similares pertencem a este grupo.

Os investidores ainda tentam a sua sorte com estas moedas e são ricamente recompensados por isso.

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O que é uma Organização Autónoma Descentralizada (DAO)?

Este é outro conceito importante para as criptomoedas. Uma Organização Autónoma Descentralizada (DAO) refere-se a uma organização que é gerida por um conjunto de regras referidas como contratos inteligentes. O conjunto de regras que orientam os contratos inteligentes e as transações financeiras executadas é armazenado numa blockchain. Algumas DAOs populares incluem a administração Digix.io, DAO e Dash.

Depois de uma DAO ter sido implantada com sucesso na blockchain da Ethereum, é extremamente difícil mudá-la. O contrato inteligente que a apoia também não pode ser facilmente alterado, o que faz com que seja quase impossível uma única pessoa alterar o conteúdo da blockchain. As regras também não podem ser modificadas.

Embora esta característica da DAO a torne bastante segura, também pode revelar-se a sua fraqueza. Se for detetado um erro numa DAO, os programadores não poderão alterar com facilidade o código para o remover. Um bom estudo de caso é o ataque DAO acima mencionado. Sem se recorrer ao uso do fork, teria sido impossível recuperar os fundos roubados. Essa é uma grande desvantagem.

Compreender aplicações descentralizadas

As aplicações descentralizadas (DApp) são programas de software concebidos para escaparem ao controlo de uma autoridade. Poderá compreendê-lo melhor se fizer a comparação com a Bitcoin, que é outra entidade descentralizada, uma criptomoeda.

Tal como a Bitcoin, as aplicações descentralizadas não estão sob o controlo de uma autoridade central e conduzem as suas operações através da tecnologia de blockchain da Ethereum.

Algumas empresas notáveis que alavancaram o poder das aplicações descentralizadas são:

Eth-Tweet

É a aplicação descentralizada que está por trás de um serviço de microblogue. É executada na blockchain da Ethereum e permite que os utilizadores partilhem uma mensagem com um máximo de 160 carateres.

4g Capital

Esta aplicação descentralizada tem sido utilizada pela empresa para fornecer fundos para pequenas empresas em África, usando a moeda digital. O projeto inclui o fornecimento de dívidas não garantidas a pequenos empresários do continente.

WeiFund

A WeiFund usa o contrato inteligente para o seu financiamento colaborativo. A empresa aproveita o ecossistema da Ethereum para fornecer serviços de financiamento colaborativo que estão abertos a qualquer utilizador. A plataforma faz todos os possíveis por garantir que todos os seus aspetos fundamentais são descentralizados.

As aplicações descentralizadas possuem os seguintes recursos:

  • São de código aberto. Todo o membro do público pode visualizar o seu código-fonte, sempre que o desejar.
  • Têm um incentivo. São desenvolvidas com ativos digitais/tokens cripto para se autoabastecerem.
  • São descentralizadas. Adotam uma tecnologia similar à tecnologia de blockchain. Esta também funciona como a tecnologia criptográfica, para garantir que as aplicações descentralizadas são independentes de qualquer autoridade central.
  • Têm um protocolo/algoritmo, o que as ajuda a gerar tokens, como as outras. Também possuem um mecanismo de consenso integrado.

Estes são os quatro recursos que as aplicações descentralizadas empregam. A implicação é que as aplicações são potenciadas por tokens, que criam com o seu protocolo/algoritmo.

Sendo de fonte aberta, os intervenientes podem ver o código e introduzir alterações, se necessário. Têm a capacidade de acelerar o processo de desenvolvimento de produtos, além de os tornarem escaláveis em termos de quantidade e qualidade.

As aplicações descentralizadas são criadas com a tecnologia de blockchain, que serve como um livro em que as transações e registos podem ser permanentemente armazenados. Para atualizar o conteúdo de um ledger, é necessário um token.

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O que é um contrato inteligente?

Esta é a força motriz por trás da DAO e de outras aplicações baseadas na Ethereum. É um contrato que se autoexecuta sempre que os termos do acordo entre as partes envolvidas tenham sido cumpridos. Tanto o acordo como o código são armazenados numa rede de blockchain descentralizada e distribuída.

Os contratos inteligentes possuem uma série de aplicações. É possível realizar uma transação segura com alguém que nunca conheceu aproveitando ao máximo um contrato inteligente. Este será executado assim que ambas as partes tenham cumprido as condições que tiver definido no seu contrato. Poderá, portanto, evitar no processo a intervenção de uma autoridade central, qualquer sistema legal ou mecanismo de execução.

Os contratos inteligentes têm a reputação de tornarem as transações rastreáveis, transparentes e permanentes. Também eliminam a possibilidade de fraude, uma vez que o contrato inteligente atua em função de um acordo mútuo entre as partes envolvidas.

Logo, pode trocar ações, propriedades, dinheiro ou outros ativos de forma transparente, sem a entrada de um intermediário. Mesmo no caso de uma violação do acordo, um contrato inteligente executará as penalidades já definidas para o inadimplente.

Os contratos inteligentes já foram utilizados em:

Identidade digital

Com um contrato inteligente, pode controlar a sua identidade online. Os contratos inteligentes permitem-lhe decidir o tipo de informação pessoal e confidencial que pretende divulgar à outra parte envolvida. Ele também protege as pessoas contra o roubo de identidade e as desastrosas consequências que acarreta para a vítima.

Valores Mobiliários

A gestão da tabela de capitalização pode ser simplificada através de contratos inteligentes. Os contratos inteligentes permitem facilmente fazer pagamentos automáticos de divisões de ações e dividendos. No processo, os riscos operacionais são reduzidos.

Hipotecas

Os contratos inteligentes foram igualmente aplicados a hipotecas, possibilitando a sua automação. Isto permite que as partes envolvidas se liguem automaticamente, para que o processo se torne menos propenso a erros e sem atritos. O pagamento pode ser automaticamente processado e os penhores podem ser retirados dos registos de terras, após o pagamento integral do empréstimo.

Cadeia de fornecimento

Ao alavancar o poder da Internet das Coisas, os contratos inteligentes podem facilmente monitorizar o movimento de um produto desde o piso de produção da fábrica até à sala de armazenamento. Isto facilita o rastreamento de inventário, para que o seguro, o financiamento e o risco da cadeia de fornecimento possam ser adequadamente tratados. A verificação e o rastreamento reduzem a vulnerabilidade de uma cadeia de fornecimento a fraudes e roubos.

Seguro automóvel

O processo do seguro automóvel está repleto de discrepâncias. Os contratos inteligentes podem ser implementados para efetivamente melhorarem o setor e tornarem o processo menos stressante e livre de erros. Um contrato inteligente tem o potencial de manter os detalhes do registo de condução, da apólice e dos relatórios de acidentes anteriores do condutor, para que um carro equipado com a Internet das Coisas possa arrancar automaticamente e fazer reivindicações logo após um acidente.

 

Isto porque os contratos inteligentes estão a ser usados para automatizar a verificação, o processamento e o pagamento. Cada um dos registos do segurado incluirá o histórico do seu veículo, o registo de condução, bem como relatórios de acidentes, o que elimina registos em duplicado, para um melhor resultado.

Esta não é a lista completa de todas as áreas de aplicação dos contratos inteligentes. A cada dia que passa, os seus promotores continuam a encontrar mais áreas de aplicação. O objetivo é aproveitar ao máximo o seu potencial e ver o que o futuro reserva ao mundo dos contratos inteligentes e das ICOs.

Porque deveria investir numa ICO?

É verdade que existem possíveis golpistas que querem aproveitar a popularidade das ICO para defraudar investidores incautos. Isto não rotula todos os organizadores de ICOs como um monte de golpistas. Ainda existem algumas pessoas honestas por aí. Na verdade, ainda estou para encontrar um negócio que seja 100% seguro. Todos são arriscados, embora em diferentes graus.

Por que motivo deveria, então, considerar investir numa ICO, apesar dos riscos? Bem, como indiquei, nenhum negócio é livre de riscos. Uma ICO tem a sua própria quota, assim como todas as outras ideias empresariais.

Por outro lado, a ICO oferece aos seus investidores todas estas impressionantes vantagens:

  • Não tem uma autoridade central, devido à sua descentralização. Deste modo, ninguém pode determinar o destino dos investidores.
  • Vai considerar fácil investir numa ICO, uma vez que não está fortemente regulamentada, como outras, como é o caso das IPOs. Você pode, portanto, evitar convenientemente os impedimentos correntes com os capitalistas de risco e os Bancos.
  • São acessíveis. Os tokens da ICO não são vendidos a preços exorbitantes. Não, são antes oferecidos aos investidores a preços baratos, o que lhes permite obterem lucros depois de venderem os tokens a um preço mais elevado.
  • Participar numa ICO é fácil. Não precisa de aptidões especiais nem de ser um especialista financeiro antes de poder tirar proveito de uma ICO para investir em criptomoeda. Apenas precisa de compreender o conceito antes de participar. A boa notícia é que se encontra informação abundante sobre ICOs na Internet. Também poderá encontrar vídeos tutoriais sobre o assunto.
  • Trata-se de um investimento financeiramente gratificante. Muitas criptomoedas fizeram de milhões de pessoas milionárias desde a criação da Bitcoin, em 2009. Este é o momento certo para fazer uma jogada e investir no seu futuro através do investimento em ICO. Se perdeu a festa em 2009, esta é a segunda oportunidade que não deve deixar passar, seja por que motivo for.

Pode usufruir destes benefícios e de muitos mais se partir para a ação e investir numa ICO, seja qual for o valor do seu investimento.
Um número considerável de empresas start-ups usaram com sucesso as ICOs para angariar fundos para os seus projetos.

Esta é uma pequena lista de algumas ICOs bem-sucedidas:
 Filecoin

Esta é indiscutivelmente a ICO mais bem-sucedida da História. Em 10 de agosto de 2017, a Filecoin lançou a sua ICO, que angariou mais de $250 milhões até ao final da ICO.

Tezos

A Tezos lançou a sua ICO em julho de 2017. No fim, a empresa tinha angariado $232 milhões em Ethereum e Bitcoin (em apenas 13 dias). É considerada a segundo maior ICO, depois da Filecoin.

EOS

A EOS também realizou uma ICO de sucesso. Em julho de 2017, a empresa arrecadou $185 milhões através da ICO. A EOS é a terceira ICO mais bem-sucedida, depois da Filecoin e da Tezos.

Bancor

A Bancor lançou a sua própria ICO em junho de 2017. A empresa arrecadou $153 em Ether, 3 horas depois de vender os seus tokens. Isto mostra o quão bem-sucedida foi esta ICO.

Status

A Status também tem o seu lugar entre as ICOs mais bem-sucedidas. Esta empresa executou a sua ICO em junho de 2017. Por meio dela, a Status ultrapassou a marca anterior de $100 milhões, ao arrecadar cerca de $108 milhões.

Ethereum

A própria Ethereum aproveitou a sua ICO para angariar $18 milhões em 42 dias. Isso torna-a uma das empresas de sucesso que conseguiram reunir os fundos necessários após o lançamento das suas ICOs.

Quando Vitalik Buterin, um programador e investigador de criptomoedas da Bitcoin propôs a ideia da Ethereum como uma altcoin, em 2013, apenas um pequeno número de pessoas esperava que a moeda digital conseguisse tanto dentro de um curto período de tempo.

A Ethereum excedeu todas as expetativas, com os seus contratos inteligentes e ICOs. Foram angariados biliões de dólares para financiar projetos existentes ou lançar novos. Milhões de pessoas foram ricamente recompensadas por terem assumido o risco de investirem em ICOs.

Enquanto a Ethereum existir, as ICOs e os contratos inteligentes continuarão a existir também. Isto significa que o futuro é risonho para os investidores em ICO e para outros utilizadores de contratos inteligentes. A Ethereum é obviamente a moeda do futuro.

Conclusão

Embora a moeda digital, em geral, e as ICO, em particular, tenham alguns aspetos negativos, o elevado retorno sobre o investimento (ROI) proporcionado pelas ICOs justifica o investimento. Se começar a investir hoje, será uma decisão a render-lhe excelentes dividendos a longo prazo.

Como lembrete, faremos por si as diligências devidas antes de tomar qualquer decisão de investimento. Isso irá poupar-lhe-á o stresse de ter de lidar com golpistas ou de perder o seu dinheiro arduamente ganho para cibercriminosos.

As ICOs que lhe recomendaremos são as que têm modelos de negócios comprovados e equipas fortes na retaguarda.

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